Umbrellas in the Rain

During monsoon in Nepal, Brazilian photographer Rodolfo Tucci, made this photo shoot of Nepali and Tibetan people and umbrellas at Boudhanat Stupa, Kathmandu.

Helicopter Girl’s It aint always umbrellas in the rain, was an amazing coincidence, when back to USA, Rossane and Rodolfo was gifted of a cd from W Hotel.

This is a personal project addressed to our friends in Brazil.

Rossane e Rodolfo Tucci
primavera de 2009
springtime 2009

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Durante as monções no Nepal, Rodolfo fez este ensaio de Nepaleses, Tibetanos e guarda-chuvas na Stupa de Boudanath.

De volta aos EUA ganhamos um cd do W Hotel, e o que tinha lá?
a música “It ain’t always umbrellas in the rain”, de Helicopter Girl.
uma feliz coincidência.

Este é um presentinho prá vocês marcando nossa volta prá casa.

Enjoy.

Rossane e Rodolfo Tucci
primavera de 2009

Deixe seu recado logo abaixo. tks.
bj a todos.

Luxo

LUXOS
Edilce de Carvalho

Tenho poucos luxos.
Gosto de casa pequena
terreno no alto
no meio do mato
com vista comprida.
Móveis, quase não ligo.
Gosto de penteadeira, cômoda
porta-chapéu e guarda-comida.
Fogão à lenha
caçarola preta de estimação
chaleira que não se lava
e panela de pedra-sabão.
Meu gosto é singelo.
Gosto de tramela de pinho de riga
trinco de ferro batido
calha de cobre
banheira com pezinho
bota velha
e telhado com muita viga.
Gosto também de aroeira torta
pé direito baixo
chão de cimento queimado
parede de adobe ou de pau-a-pique.
Não tenho tantos luxos assim.
Vinho tinto com queijo
caixa de música e realejo.
Minha leitura é pouca para os dias de hoje.
Me baseio no que vejo
escuto a voz do coração
resolvo tudo com emoção.
De jardim, o que sei
tento imitar a natureza.
mas meus filhos,dá gosto de ver
parecem vindos da realeza.
Falam inglês,nadam bem
e foram educados em boas escolas.
Eu, por minha vez, não falo inglês
não nado bem
e fui educada na escola da vida.
E por estar sempre atenta
feito jaguatirica ao amanhecer
sou arisca
manhosa e tinhosa, mesmo sem querer ser.
Nessa vida já fiz quase tudo que queria.
Plantei árvores com a própria mão
e amassei muito pão.
Como fui aluna aplicada
dizem que minha vida foi merecida.
Na verdade,
foi muita sorte.
Fui muito amada
e tive mais que merecia.
Nasci predestinada.

EDILCE DE CARVALHO,
mineira de Lavras, jardineira, mãe da Jô e do Dani, vó do Noah e da Gaia. Poeta.

Tibet or not Tibet?

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Para você também amar os tibetanos.

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Não é uma tarefa difícil. Eles sorriem sempre. Muito. Colocam as mão no rosto, talvez por pura timidez, certamente com muita humildade e acham graça. Seus olhos fecham, seu sorriso se abre. Felicidade. É uma delícia contemplar um tibetano feliz.

É um povo lindo. Eles são do país mais alto do planeta. O mais perto de Deus. Se fossem um chakra seriam o Sahasrara:
É o chacra que nos Êliga à nossa parte mais espiritual, ao nosso ser completo e com a realidade cósmica. É luz de conhecimento e consciência, é visão global do universo, é o nosso caminho de crescimento que nos permite alcanar a serenidade espiritual da completa consciência universal.É a união com Deus vibratória, física, na mais pequena das nossas células através da vibração celular .abre_3abre_4abre_5abre_6abre_7abre_8

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não consigo pensar em pessoas com mais potencial mágico. Você não está lendo este texto?
Quando decidi viajar para McLeod Ganj-India, estava me tornando uma peregrina:

 

 

“A peregrinação é um exercício espiritual, um ato de devoção que visa encontrar uma via para a regeneração ou cumprir uma penitência. É sempre uma jornada de risco e de renovação. Se esta jornada não tiver risco, não tem significado, e se não tiver propósito, não tem alma”

 

 

… Mas ainda há o estranho e permanente fato de que somente após uma piedosa jornada a uma região distante,numa terra estranha, num novo país, o significado da profunda voz que guia nossa busca pode nos ser revelada. E somado a esse fato estranho e permanente há um outro, segundo o qual a pessoa que revela o significado da nossa misteriosa viagem rumo a nós mesmos deve ser um estranho, alguém de outra fé e de outra raça.”

Eu escrevia Mac tutorials, treinava o teacher e ele, em tibetano, treinava os monges.
Eu escrevia Mac tutorials,
treinava o teacher e ele, em tibetano,
treinava os monges.

 

 

Para estes monges tibetanos, eu ensinava Inglês.
Para estes monges tibetanos,
eu ensinava Inglês.

 

Eu morava naquela montanha, tendo o poderoso Himalaia me observando
Eu morava naquela montanha,
tendo o poderoso Himalaia
me observando

 

 

Visitantes na cidade, aos domingos. Hora de visitar o Templo de Dalai Lama
Visitantes na cidade, aos domingos.
Hora de visitar
o Templo de Dalai Lama

 

 

Institute of Budhist Dialectics, Mc Leod Ganj, India
Institute of Budhist Dialectics,
Mc Leod Ganj, India

 

 

Na sala de aula do Instituto
Na sala de aula do Instituto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por tudo isto, meu desejo de dividir com vocês um trecho da viagem realizada em McLeod Ganj:

Do meu diário de viagens
30/12/2000 McLeodGanj India:
Meu primeiro encontro com a Sua Santidade O14¼ Dalai Lama, Tensin Gyatso
08:30 – em frente ao templo

Passei por uma revista pelos policiais, ficaram com a minha câmera fotográfica e com um sorriso indicaram a porta de entrada. Lá dentro uma mil pessoas sentadas no chão aguardavam o início. Nos primeiros lugares todos os monges e lamas, seguidos pela população refugiada. Atrás, nós os estrangeiros do mundo. E nenhum lugar bacana para eu sentar.

– Como fui ingênua… cheguei tão cedo de Nova Delhi e fui tomar café da manhã. Devia ter vindo direto. Estou aqui para vê-lo pela primeira vez e agora? Não tem nenhum lugar…
.
E as mágicas começam a acontecer.
Sentado num lugar especial um monge olha para mim, dá um sorriso e se aperta para eu me sentar.

– ai esqueci a almofada, o chão está congelado.

Olhei para frente e eis que surge diante de mim a pouquinhos passos meu querido Dalai Lama. Meus olhos não acreditavam. Meu coração também não. Ele estava ali, de carne e osso, de tchuba vermelha e laranja. Fazia suas meditações em silêncio. Diante de nós. O altar atrás dele uma imagem do Buda Sakyamuni. Imenso. Um silêncio impera. Olho para os lados e vejo as montanhas nevadas do Himalaia. Olho para a frente e ele continua lá. Realidade.

Finalmente ele encerra suas meditações, sorri e nos cumprimenta. Em tibetano.

– Em tibetano? Mas o Dalai Lama tá falando em tibetano? Não vou entender nada. E agora? Não é possível.

…Ele fala alguma coisa e todos dão risada. Só eu fiquei na mesma. Quando eu olho para trás vejo que todos os estrangeiros estão com um radinho de pilha grudado no ouvido e o olhar em Sua Santidade.

– Para que este radinho de pilha? penso…

– É para ouvir a tradução simultânea, responde aquele monge que se apertou para eu sentar perto. Eu tenho aqui na mochila um outro radinho, toma liga aqui. Toma esta almofada extra que eu sempre carrego.

– ahã. Quem é que carrega rádio e almofada extra? De monge foi promovido a anjo. (saudades Monge Rafael)

Sentada no meu cantinho abençoado faço um esforço um pouquinho maior para entender a tradução quase simultânea. Uma voz grave, tibetana, chega no radinho e suas palavras tem sabor de magia.
Simplicidade, Humildade, Perdão, Felicidade. Todos os desejos humanos universais chegam até o meu coração como um banho de cachoeira no verão. Gostoso. Simples. Feliz.

Às vezes desligo o radinho e fixo meu olhar naquele ser humano que dedica sua vida a nos lembrar da delicada arte de bem viver, de amar, de ser feliz. Às vezes fecho meus olhos e imagino que ele pode me perceber e que sua infinita sabedoria e compaixão inunda meu ser e me enche de inspiração, de luz, de refúgio.

As 12 horas na estrada? nem me lembro. O cansaço? sumiu.

Ligo novamente o radinho no instante que todos começam a dizer um mantra. Fecho os olhos e deixo que o som do templo reverbere no meu coração e como uma benção possa viajar pelo himalaia em direção a todos que amo, que conheco, admiro, a todos que também não conheço. A sensação de bem estar é infinita. A delicadeza no ar quase pode ser tocada.

– Mantenha sua mente pura. Repouse na tranqüilidade desta pureza, voce é um ser perfeito, sua mente é perfeita. Viva dentro desta pureza. Tenha compaixão por todos os seres vivos.
Todos sem exceção desejam a felicidade. Seja humilde, seja simples. Respire tranqüilamente.

Tudo isto sai do meu radinho através daquela voz grave, tibetana. E o Dalai Lama continua seus ensinamentos com um incrível bom humor.

Todos dão muita risada, se concentram, ali sentados estão os povos do meu planeta. Ocidentais, orientais, refugiados, terceiro mundo, primeiro, segundo, brancos, pretos, amarelos, um encontro além das fronteiras políticas, geográfica. Ouvindo uma pessoa que não tem mais direito ao seu próprio país….

E ainda, um encontro feliz, tranquilo. Sentados no chão mil pessoas desejam a mesma coisa. Serem felizes. fazer diferente. Inspirar. Lindo.

Final do ensinamento.

Dalai Lama se retira por uma saída lateral, e ainda encontra um minuto para confortar uma senhora de idade tibetana sentada sobre dois tijolos fora do templo.

Saio de lá suprida espiritualmente. Confortada em minha vida de dois tijolos fora do tempo.
roda

Mother

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Qual será meu filho?

• Eu e a Márcia, uma amiga, fomos buscar o filho dela

na escolinha, na época da Páscoa. Saiu do portão

mais de 15 criancinhas com máscaras de coelho gritando

mamãe. Ela olha pra mim, olha para aquele bando de coelhinhos

gritando e sem conseguir identificar o próprio filho se

abaixa e espera que o coelhinho a escolha novamente. Ela sorri

aliviada.

Não é a mamãe.

• Edilzen foi visitar seu filho Dani na Austrália.

Lá foram pegar uma praia juntos, e o filho aproveitou para

surfar com os amigos.

Da praia ela acompanhava seu filho lá longe fazendo todo

o tipo de manobra radical, caindo, ondonas grandes, ondinhas,

prancha prum lado, filho pro outro, ela sorria. De felicidade

e de amor. Amava aquele garotão que acenava para ela do

mar. E ela retribuía. Amou aquele momento. Ela, seu filho

e as ondas australianas. De repente olhou pro lado e percebeu

que seu filho não havia entrado sequer na água e

que o rapaz na água era um ilustre desconhecido, que inclusive

já havia desaparecido do seu olhar. O sentimento por aquele

surfista foi verdadeiro. Ela se sentiu mãe dele.

O que há de tão fundamental nas mães,

que as tornam autoridade suprema?

Vou arriscar: Ela tem nas mãos o poder da criação

de uma vida. E o da destruição na mesma proporção.

Seja dentro do próprio ventre, seja durante a vida. Ela

é a guardiã de valores sutis a serem transmitidos.

Valores como cooperação, delicadeza, tranqüilidade,

ritmo… Precisamos aprender isto com as mães para pacificarmos

nossa existência.

E se elas falham nesta missão?

Vamos escolhendo novas mães, compensando, adotando, inventando algumas para que nos oriente,

porque estas vivências são a água da nossa alma. Sem estes ensinamentos, crescemos cheios de galhos retorcidos,

esturricados, frágeis, crescemos doentes, vivemos doentes e morremos aliviados. Nossa existência inteira terá

sido em vão.

Hoje é o dia das mães. Mais uma vez. Mais uma vez um agradecimento por tudo. Tudo exatamente o quê? Uma nova

consciência? Uma nova visão de mundo? Qual herança ela vai te deixar? Provavelmente todos os frascos vazios de perfumes

do Boticário, que você comprou correndo nas sextas-feiras.

Esta semana recebi o email da Illa, minha enteada querida...

Apresentando-me outra mãe. Interessante como no mundo tem algumas delas que de fato trabalham estes valores femininos e

nos encorajam.

Conheça Mata Amritanandamayi, seu longo nome em sânscrito,

Mata Amritanandamayi, significa “Mãe da Eterna Felicidade”.

Ela nasceu na Índia e é considerada um ser realizado,

mais do que isso, uma santa viva, encarnada. Mas milhares de pessoas

em todo mundo já a conhecem como simplesmente Amma (Mãe),

ou Ammachi (querida Mãe).

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Para conhecê-la melhor: http://www.ammachi.org/brazil/

Mas quem é ela?

Nascida em uma pequena aldeia em Kerala, Índia, no dia 27 de Setembro

de 1953, Seus pais deram-Lhe o nome de Sudhamani, que significa:

‘Jóia Suprema’.

Sudhamani foi uma criança muito diferente, seus pais desde

muito nova a encontravam absorta em profunda meditação,

cantando mantras a Krishna e dançando. Eles só iriam

entendê-la mais tarde. Sudhamani dizia a seus pais: “O

próprio propósito de meu nascimento é o de

sofrer pela ignorância dos outros.” Ela transbordava

de amor e compaixão por todos os seres vivos, queria lhes

aliviar o sofrimento.

Sua sadhana (prática espiritual) culminou com a total dissolução

de seu ‘eu’ pessoal na Divina Mãe do Universo. Ela retrata

sua experiência: “Sorrindo, a Divina Mãe tornou-Se

um corpo de luz e fundiu-Se comigo. Minha mente floresceu e foi

banhada pela luz de vários tons da Divindade. Daí

em diante, eu nada reconheci como separado do meu próprio Ser.”

Também conhecida como a famosa “santa dos abraços”,

já abraçou milhares de pessoas de todas as partes

do mundo, um abraço gostoso, apertado e chacoalhado, o

darshan da Amma é único na história. Quem

teve o privilégio de receber esta benção

não esquece o calor deste abraço.

“Amma é a encarnação do amor. Sua presença cura.”
Deepak Chopra

“Amma é considerada uma proeminente líder espiritual”

Nações Unidas

GermaineGreer

“Acredito

que somente quando as mulheres tornarem a política

irrelevante, através de um ato cooperativo e

espontâneo, de um tipo que não vimos antes

e que está muito distante da idéia de

estrutura estatal e social encontradas tanto no modelo

patriarcal quanto no matriarcal, estaremos dando lugar,

de fato, a uma nova estrutura, fundamentada em formas

sutis de inter-relações que permitirão

quebrar a espinha do poder e descobrir a mágica

da cooperação”.

Germaine Greer
Texto reproduzido no CD Universal Mother, da cantora irlandesa Sinead O’Connor

Sinéad O’Connor Universal Mother

universal_mother_big

ouça:Sinead O’Connor – My Darling Child
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1.get maine

2. fire on babylon

3. john i love you

4. my darling child

5. am i a human?

6. red football

7. all apologies

8. a perfect indian

9. scorn not his simplicity

10. all babies

11. in this heart

12. tiny grief song

13. famine

14. thank you for hearing


Sua santidade, o Dalai Lama

O que você faria se um estranho invadisse a sua casa, separasse sua família, e quando você estivesse morando de favor na casa de outra pessoa, tivesse que ainda ouvir que o invasor tem lá os seus motivos?

Eu conheço uma pessoa que viveu isto e ainda ganhou o Prêmio Nobel da Paz, espalhou seu bom humor pelo planeta e é uma das figuras mais pops que o mundo moderno conheceu.

Para te falar a verdade a situação dele ainda não mudou. Continua sem-país, sem língua oficial. Mas a família aumentou. Cada parte do mundo tem alguém recém iniciado na filosofia budista, e a cada dia chegam mais pessoas.

Pude comprovar este crescimento primeiro na coletiva de imprensa: Correspondente de agências de notícias, misturado com jornalista de celebridades, misturado com editor de revista de moda, misturado com as televisões bem populares, misturados com fotógrafos de jornais cult, misturado com colunista de tecnologia. Todos ali representando bem seus veículos, mas ainda seres humanos querendo alguma coisa, uma imagem, uma palavra, um tiauzinho, um Tashi Delek de Sua Santidade o Dalai Lama aqui no Brasil, pela terceira vez.

O que ele veio fazer aqui?
A resposta não poderia ser mais feliz: “- Vim ao Brasil, porque fui convidado”.

No ano de 2001 fui passar três meses na India e vivi um pouco da realidade dos tibetanos exilados em Mc Leod Ganj. São pobrezinhos, vivendo dentro de uma realidade tão absurda que beira ao improvável. E são lindos.

Naquela época, desejei muito que todos tivessem a mesma sorte que eu, desejei que um dia pudesse haver um encontro aqui nas terras brasileiras com esta personificação da esperança.

Desejo realizado.

5 anos depois, três mil brasileiros vão ao encontro do Dalai Lama no Templo Zu-Lai, aqui em São Paulo. Um dia lindo, abençoado por um sol de Abril e criancinhas de um coral chamado filhos de Buda, entoam um welcome Dalai Lama, que é de chorar.
Tenho certeza que aquelas três mil pessoas tem seus livros, acompanham sua trajetória, seus escritos, mas estavam lá buscando alguma coisa, uma imagem, uma palavra, um tiauzinho, um Tashi Delek de Sua Santidade. Lindo.
Eis o triunfo da Esperança!

Sentado em uma cadeira confortável, e com um inglês tibetânico, traduzido por duas até três pessoas, seus ensinamentos voam através do microfone e atingem cada um, inclusive aqueles que foram até lá e compraram o ingresso para vê-lo através de um telão.
Sim, no templo Zu-lai havia uma grande sala com uma grande tela e muitas pessoas pagaram para assistir dali mesmo, o Dalai. (Não sei se tiveram acesso à presença física, acho que não) porque um mestre de cerimônia muito educado, lembrava aos fiéis, sobre a cor da pulseirinha e os lugares determinados por ela. Olha a esperança triunfando mais uma vez…. Ir até o Templo e assiti-lo através do telão era uma experiência marcante.
E houve um momento quando uma moça, láaaaa da arquibancada, gritando, dirigiu-se ao Dalai Lama, e pediu para meditarmos todos juntos. Só um pouquinho. Ele aceitou e nós, três mil pessoas ficamos em silêncio por um bom tempo meditando. Imagina, um dos momentos mais fortes do encontro não foram as suas palavras, sempre muito sábias e divertidas, mas o seu silêncio.

É ou não é a cara da Esperança?

Em algum momento me desliguei da cena e observei aquele templo, tinindo de novo, igualzinho aos milhares na India. Eram muito parecidos . Aquelas estátuas com cara de gente brava, uma monja chamada Sinceridade, pode? recebendo a todos, váááááários monges e Lamas, sentados ao pé do Dalai Lama, um adolescente brasileiro com vestes de tchuba passou por mim, igualzinho à viagem a India. Tava tudo lá. Até o chazinho de jasmim era servido para todos. Nem se eu tivesse escrito pro universo eu teria encontrado um cenário tão parecido, tão abençoado, tão alto astral como aqueles brasileiros budistas buscando finalmente em seu Professor: uma imagem, uma palavra, um tiauzinho, um Tashi Delek. E que Ele distribui generosamente. Trata-nos com família, fica muito a vontade e explica mais uma vez, pela enésima vez, a vacuidade, a natureza da mente, a impermanência. E dá uns puxões de orelha:
– Não se entreguem a nenhuma filosofia, testem, experimentem, pratiquem….eu sou um ser humano como vocês…

Difícil de acreditar nesta última frase, mas também eu gosto de pensar que tanto ele, como eu e você, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana.

De que outra forma a Esperança triunfaria?




Mas… O que nos faz sair de casa, faltar ao trabalho, para ir vê-lo?

O que há de novo, concretamente, que nos mobiliza tanto para ir ao seu encontro?
Uma imagem muito forte chega. A de outra monja, americana, com seu português americânico me ensinou um dia:
” – Buscamos uma imagem, uma palavra, um tiauzinho, um Tashi Delek porque isto provoca dentro de nós uma cachoeira de bioquímica das boas:
adrenalina, a endorfina a dopamina e a oxitocina são as responsáveis pela alta energia, bem estar, felicidade e amor. Ativa a glândula timo reforçando nosso sistema imunológico, além de ser uma delícia.” (leia a materia sobre biopsicologia aqui mesmo no Cosmonauta)

Aí lembrei daquela cena do filme Cidade dos Anjos, quando eles correm para a praia, no pôr do sol e se reconectam.

Somos ou não somos seres espirituais?

Mas voltando para a explicação científica deste encontro, os nossos Chakras operam através dos plexos físicos, e manifestam esta energia através de suas glândulas endócrinas correspondentes.

Esta é uma explicação científica.
Aceita e assimilada.
Mas sinceramente dá para ficar somente com esta resposta?

Por isto no outro dia, Dalai Lama foi ter com os nossos médicos-cientistas. Uma conversa sobre espiritualidade e ciência.
Quem já não olhou profundamente nos olhos de um médico, em busca de amparo, consolo, solidariedade, compaixão, e encontrou somente uma impecável e perfeita descrição técnica da doença acrescido de uma lista interminável de remédios?
Quem sabe o Dalai Lama não consiga despertar em nossos médicos uma nova consciência, um novo foco: tratar a saúde, não a doença.

O resultado deste encontro você encontra nos jornais, qualquer um.
Graças a Deus!

Antigamente eu teria que escrever: o resultado deste Encontro você encontra nas revistas científicas ou nos veículos alternativos.
Perceba como tudo isto está mudando. E rápido. O caderno Link de Tecnologia do Estadão tem matéria com o Dalai, assim como a revista Época tem a Susan Andrews como colunista. Está muito fácil.

Alternativos hoje são os outros.

E pensando sobre nossa mobilização, (eu saí de Ilhabela), chega uma música apresentada exatamente um dia antes de escrever este artigo por uma grande amiga: A sincronicidade está cada dia mais deslumbrante!

São Paulo é a cidade dos exageros, dos contrastes, da multidão, dos kilômetros de transito, de milhões de pessoas, de uma catedral gigante..

João e Marina, um casal de idade 70-80, saem de casa, pegam o ônibus ali na praça da Lins de Vasconcelos em direção a Sé. Nesta megalópole de tudo acontecendo ao mesmo tempo agora, ele pega na mão dela, e juntos caminham no meio da multidão em direção a Catedral.
Eles não vão entrar.

O passo dos dois, lento para o acontecimento na região central, os atrasa e eles ficam na praça mesmo, no meio daquele mundaréu de gente, imprensa, famosos, indigentes, ambulantes, polícia, assistindo pelo telão, o que provavelmente já vivenciaram durante toda a extensão da vida deles:
A esperança triunfando.

Tanta história, tanto sofrimento, quanta superação: A Tradição Afro-brasileira abraça a Judaica enquanto a Católica cobre a Budista com um manto, enquanto cânticos beneditinos ecoam para um público abençoado. Na cidade que não pára, o casal comovido agradece aos céus por ter tido ainda a oportunidade de vivenciar mais uma celebração. E levam para o ônibus, de volta para casa a imagem, a palavra e o Tashi Delek daquele que eles vêem pela primeira vez na vida. O tiauzinho não deu.

Eles chegaram depois, mas jamais atrasados.

Que a oportunidade deste encontro seja uma inspiração.

Nesse exato momento
possam nem mesmo os nomes
doença, fome, guerra e sofrimento
ser ouvidos pelas pessoas e nações da Terra.
Mas possam sim, sua conduta moral, mérito,
riqueza e prosperidade crescer e
possam a suprema bem-aventurança
e bem estar sempre surgir para elas.

Fotos: Jonas Tucci

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Cobertura de Rodolfo Tucci

A escrita e o tempo

Usando traços simples e pinceladas livres, a coleção “A escrita e o tempo” encanta tanto por sua beleza estética quanto pela pesquisa histórica realizada pelo artista. Cada quadro traz consigo um pouco das mais belas e estranhas formas de escrita, desde o seu surgimento há 5300 anos atrás, até os nossos dias.
Olhando para seus quadros é possível perceber a precocidade deste jovem artista. “Quando eu era criança, diz ele, meu apelido era Cientista‚ porque enquanto meus amigos brincavam no pátio da escola eu ficava na biblioteca lendo livros de ciência”.
Fernando Massaranduba talvez seja um dos poucos artistas no mundo a retratar com tanta beleza a escrita, por isso sejam tão surpreendentes.
Suas obras não estão à venda. Ele deseja que seus quadros saiam de Ilhabela e viajem o mundo
Fernando Massaranduba é artista autodidata e pianista.

Marco Yamin, fotógrafo, produziu as imagens e o Cosmonauta, apresenta em primeira mão, uma obra de valor histórico.

Para visualizar maior, basta clicar na própria tela.Navegue conosco.


PRECE
Texto indiano escrito em URDU.

“Através da graça divina, generosidade e favores d‚Aquele que causa tudo no mundo, este lugar privilegiado foi feito, e agora existe! Possa o glorioso e elevado Deus guarda-lo em segurança e tranqüilidade”

acrílica sobre tela
1,5m x 0,20 m


JE SUIS
Escrito em ARMÊNIO:
” As doenças, a velhice, a fome (…), tornam a vida mais infeliz; e cravado na textura o texto em francês diz: Je suis partout, ou seja, eu estou em todas as partes

acrílica sobre tela
0,35 m x 1,30 m.

ETIÓPIA
Usando traços duros e tons terrosos, o artista junta dois idiomas absolutamente diferentes: o AMHÁRICO, extraído de um rolo usado para fins mágicos encontrado na Etiópia, e o QUIPO, escrita originária do Império Inca na América do Sul. O Quipo tem duas particularidades:
surgiu e se desenvolveu sem qualquer relação com outra forma de escrita, e a segunda é que ela é a única escrita tridimensional do mundo.

acrílica sobre tela
1,0 m x 1,0 m

ARQUEOLOGIA
Usando HIERÓGLIFOS EGÍPCIOS e um idioma chamado CINGALÊS, que chama atenção pela sua estranheza, o artista faz uma homenagem aos arqueólogos, sem o trabalho destes, afirma ele, sua arte não existiria.

“Queira ter a bondade de ler esta mensagem: você poderá viver para sempre num paraíso na terra”.

acrílica sobre tela
1,30 m x 1,10 m

YEUX
“olhos em francês”. Sobre uma textura envelhecida e aparentemente empoeirada, o artista retrata um dos idiomas mais difíceis de se falar do mundo, o TIBETANO, idioma que é falado no Tibet, pequeno país de nascimento do Dalai Lama, hoje ocupado pela China

acrílica sobre tela
1,20 m x 0,90 m

RENASCIMENTO
O objetivo da minha arte, é trazer de volta a beleza dessas escritas tão antigas. É possível notar que desse fundo escuro renasce o texto escrito em BATAK, idioma originário do sudoeste asiático.

acrílica sobre tela
1,20 m x 0,90 m

NÚMEROS
Essa tela retrata uma das mais antigas formas de número, a escrita hebraica, pois no HEBRAICO número também é letra. Com uma sutileza acurada o artista mescla essa forma antiga de número com a equação de Einstein, separados entre si por mais de 5000 anos.

acrílica sobre tela
1,20 cm x0,90 m

MAPA
Mapa de uma região da CHINA, do século XIX.

acrílica sobre tela
1,30 m x 1,10 m

MÃO
Ainda que os primatas fossem inteligentes como nós, diz o artista, eles não conseguiriam escrever porque seu polegar era muito curto. Ao longo da evolução, o polegar se contrapôs ao indicador e isso fez nascer a escrita. Nesta tela o observador pode notar que da mão ao centro brota esse texto em ARAMAICO do séc. VI a.C.
Texto extraído de uma tigela usada para fins mágicos da região de nascimento de Jesus Cristo.

acrílica sobre tela
0,80 m x 0,80 m


FORMAS DE ESCRITA
Essa tela nos dá uma visão panorâmica das mais diversas formas de escrita usadas em vários cantos do mundo, começando pela escrita CUNEIFORME Babilônica, já era mais desenvolvida: a primeira forma de escrita do mundo surgida na Mesopotâmia (atual Iraque), há 3000 anos a.C., passando pelos HIERÓGLIFOS EGÍPICIOS, O ARAMAICO, O HEBRAICO, AMHÁRICO, O TIBETANO, O PERSA, O URDU, O ÁRABE, O ALFABETO SABATEANO, BATAK, CHINES e o atual FRANCÊS: uma carta assinada pelo presidente da França Charles de Gaule.

acrílica sobre tela
1,00 m x 1,00 m

SABÁ
Essa tela retrata um texto encontrado no reino da rainha de Sabá, que ficou famosa por ter visitado o rei Salomão e essa visita ter sido descrita na bíblia.
Entre o alfabeto sabatiano, note um trecho da equação de Werner Reisenberb, físico alemão, premio Nobel de Física recebido aos 30 anos

acrílica sobre tela
0,20 m x 1,50 m


CÂNTICO.
Usando traços rústicos sobre uma superfície que lembra um pergaminho, o artista descreve em HEBRAICO, um cântico que faz menção ao período em que Israel foi levado cativo para a Babilônia a mais de 2000 anos atrás.

“Quando em cativeiro te levaram de Sião (Jerusalém) os teus Sacerdotes prantearam de aflição. Foi como morrer de vergonha e dor. Caminhava triste o povo forte do Senhor. Oh Jerusalém porque deixaste de adorar o Deus vivo que em tantas batalhas te ajudou. Chora Israel um lamento só. Talvez Deus se lembre do bichinho de Jacó.
Chora Israel, Babilônia não é o teu lugar. Clama ao teu Deus e ele te ouvirá e do inimigo te libertará”.

acrílica sobre tela
0,35 m x 1,50 m

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O autor destas telas/estudo

Fernando Massaranduba

“O trigre quando morre deixa sua pele,
o homem deixa seu nome”
provérbio popular chinês.

Fernando Massaranduba é artista autodidata e pianista.

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Comentários sobre esta obra/estudo

Karin
Adorei, achei muito legal e interessante.. e muito lindo..parabens..

luana caroline
Maravilhoso,muito bonito ….vc faz um ótimo trabalho….Parabéns …

xico abelha
ela entrou pelo site cosmonauta, aquelas letrinhas antigas me pegaram, qdo eu estava no ginasio inventei uma escrita hieroglifica e rebiscava as paredes da escola………………
incrivel um menino expressando essas coisas tao lindas, um beijo no coraçao da sua mente fernando, grato pelo encontro.

Eduardo Parra
Viajando pela net..
Muito bom.. realmente interessante !

tamyres
muito lindo os quadros

Ana Carolina
otimo todos sao muito lindos

Luiz Brasil
Visitando a Internet e procurando pelo tema Espiritualismo
comentarios: Gostei muito. Sempre fui atraído por questões voltadas ao início das eras. Assim, os temas que ele aborda em seu trabalho falam muito de perto comigo.
Parabéns ao artista.

linsmar
soube atraves de amigos q me falaram tanto desta exposição do brother fernando q eu pequei em ñ olhar antes… sucesso meu irmão. kra vc é d+… na verdade vc sempre foi diferente de todos nós, a forma q se comunicava conosco, e cantava as meninas – kkkk
Fernando vc – “na vida vc quer, vc luta , vc consegue…”

Marcio Silva Caricchio de Santana
esta no site de pesquisa e achei legal.

Tatiane massaranduba
atraves do proprio pintor
achei de um bom gostoimpar e espero que ele consiga chegar no seus objetivos

Elma Suema Trevisan
Gostei muitíssimo e parece ser uma forma de arte que nasce com o desenvolvimento da consciência e da intuição. Parabéns ao Fernando.
Elma

Gláucio
comentarios: Esplêndido!!!
Como apreciador da arte, seu trabalho é um resgate histórico acoplado de uma sensibilidade tal, demostrando o duplo sentido de sua intenção. Arte muito substancial de análise criteriosa.
Valeu cara, nós ibirataiense estamos orgulhosos. Deus te abençoe abundantemente.

Rita Helena dos Anjos
Maravilhoso e demonstra muito estudo por parte de uma pessoa tão jovem.

Somos da Open Art Gallery München – Germany…
…Caso seja de interresse entrar em contacto conosco por mail pois estamos organizando uma exposicao no Deutsches Museum aqui em Munique que comecara 7/7 até 31/7/2005. Acho que seus trabalhos combinam com o Thema de nossa exposicao.

Atenciosamente
F. Rauschenberg
Open Art Gallery Munic

Lisy
Visitando o site Cosmonauta . Achei um trabalho magnífico, não só pelo trabalho de pesquisa como pelo capricho na apresentação. Digna de ser vista em todo o Mundo.
Fernando, parabéns!
Por sua cultura e sensibilidade vc é um orgulho p nós brasileiros.

Rita Helena dos Anjos
Maravilhoso,e demonstra muito estudo por parte de uma pessoa tão jovem.

Wagner P Santos
Caro amigo, seu trabalho é muito bonito que o Pai lhe abra mais e mais o
canal de inspiração para trazer para a terra os tesouros do ceu.
Paz, Luz, Amor.

Caro Fernando Massaranduba,
Gostaria de parabenizar pelo seu trabalho. Por procurar a letra que toca o tempo.
M.M.Mohan
R. Cirene 154 – próx. ao Barão de Mauá
http://www.circulolacaniano.psc.br

Lidiane Guimaraes Ferreira
Um talento nato. Retrata de forma rústica aquilo que temos como o principio da evolução humana a escrita. Com ela os homens começaram a tranpor obstáculos e a criar cada vez mais coisas. Ele retrata isso com uma identidade unica, uma forma bem contemporânia de nos relembramos de nossos primordios os quais deram o primeiro passo de evolução racional, assim atingindo todos com mais facilidade. A arte é a melhor forma de expressão. Maravilhoso o seu trabalho. Parabéns. Lidiane.

Adriana Ferreira
Personificação do belo… a escrita, a pintura, a harmonia, a arte.
Só fiquei triste por saber que ele não vende os seus trabalhos. Espero que ele mude de idéia.
Obrigada.

Neli Marisa A. Silva
Muito interessante e muito bonito. Espero que continue seu trabalho, com muito sucesso.

Italan Carneiro
Muito interessante

Suas telas são espetaculares, nunca vi nada igual!!! a propósito é um prazer
saber que de Ibirataia saiu um artista de qualidade, com uma visão aberta
para o mundo, com filosofias e pensamentos encantadores, espero que vc
desenvolva cada vez mais esta arte peculiar, e estamos orando pela sua
família. Mostrarei sua arte pra amigos e divulgarei na Internet para que
o nome do Senhor seja engrandecido através de tua arte (vida).
Um abraço de seu amigo Alan e sua ex-cunhada FABIANE
Ibirataia, 17/04/2005

Paulo Lopes
comentarios: Muito bom. É um trabalho de pesquisa bem interessante e de uma leveza e plasticidade ímpar.
Parabéns.

Rose Lane
comentarios: Fantástico, original, genial.
Ele consegue passar plásticamente a profundidade,intensidade e importancia da linguagem escrita.Quando nos permitimos ser olhados pelos seus quadros entramos em contato com nossa sabedoria profunda antes nem mesmo sonhada

Mayara Castro
comentarios: Fantástico!
Hiper sensiblidade!
Tocante!
Vou mandar prá muitas pessoas para que elas também apreciem esse trabalho magnífico.

Bira Farias
comentarios: Sensibilissimo!!!

Waldomiro Fonseca Pereira Júnior
Não sou nenhum crítico e nem entendido do assunto, mais, aos meus olhos ignorantes parece ser uma exposição de uma grande pesquisa histórica, além de demostrar uma criatividade estupenda e um talento nato. Para seu criador deixo: “Deus não escolhe os capacitados, mas, capacita os escolhidos”.

Valderez Novais Pereira Souza
malhaviroso, incrível, enfim um trabalho impar e primo…

suely carvalho
muito interessante, gostei das cores em tons de terra, tornando o trabalho denso, forte. Muito legal.

ceciliavalentim
maravilhoso

Maristela Nogueira
Maravilhoso! Gostaria de ter uma orientação para entender melhor, ou seja, para ter mais conhecimento

É um trabalho bem realizado e de bastante interesse
que deve ser divulgado inclusive entre grupos especializados nesta área de pesquisa. Com este objetivo meu marido, o designer Alexandre Wollner, que tambem visitou a exposição,
está recomendando o site Cosmonauta para Claudio Rocha, pesquisador do desenvolvimento da escrita e editor da Tupigrafia, revista especializada em escrita, tipografia e grafismo.

Parabens pela descoberta deste jovem talentoso e
sucesso para ele e para o Cosmonauta neste belo
e importante empreendimento.

Laïs Wollner

.

Doutor, tem cura?

– Doutor, o que a nossa filha tem?

– Sua filha tem câncer, uma disfunção celular. Tem cura.

Ela fica no hospital por 15 dias, internada. Além da medicação, ela inciará um tratamento em nosso Ashram. Isto inclui: prática de yoga no mesmo horário que o meu e com outros pacientes, Acupuntura à tarde e Meditação no final do dia com as enfermeiras. E a partir do décimo dia, aulas livres de arte e música. É importante para nós estabelecermos uma conexão espiritual com a sua filha. Estamos cuidando para que esta disfunção nunca mais se manifeste.

– Doutor, como foi que ela desenvolveu esta doença?

– Nós acreditamos que esta disfunção esteja ligado à problemas relacionados ao corpo supramental da sua filha, onde mora a criatividade e a felicidade. Alguma coisa ali não está bem. Como vocês sabem, nós temos três corpos energéticos: o corpo físico, onde nossos sentimentos são processados, por ex. sentimos insegurança e o estômago dói, desenhamos corações para expressar amor, o corpo mental, onde interpretamos o significado das coisas, e a incorreta interpretação, pode causar doenças, ex.: ela não me ama porque eu sou … Eu amo o João, mas ele não me entende… e o supramental.

– Em algum momento da vida dela, a conexão corpo-mente deu uma pane e o câncer se instalou. Não é grave, mas é reincidente. Enquanto sua filha estiver conosco, vocês deverão fazer uma sequência de palestras nos finais de semana com ela, sobre os Chakras e a bioquímica do corpo. É para toda a família participar. O seu plano de saúde cobre todas as despesas com os remédios. O Ashram é gratuito.

O texto acima é uma ficção.
Por enquanto.

“Amit Goswami está muito à frente dos outros, como de costume, com sua sólida e marcante concepção, que produz fascinantes descobertas sobre como funciona o universo.”
Michael Toms, co-criador da série de rádio New Dimensions

………

Quem já não olhou profundamente nos olhos de um médico, em busca de amparo, consolo, solidariedade, compaixão, e encontrou somente uma impecável e perfeita descrição técnica da doença acrescido de uma lista interminável de remédios?
É sobre isto que estamos falando: Cura Quântica. Integral.
Sentir-mo-nos integrado ao médico, à enfermeira, à vida.

Estamos em busca da Medicina Integral.

E para isto precisamos conectar toda a ciência à espiritualidade. Reunir e apresentar mestres indianos aos físicos quânticos, espíritas, filósofos e pensadores aos médicos alopatas. Moram no mesmo prédio, mas não se conhecem.

Cada um tem uma parte da nossa cura.

Precisamos nos preparar e preparar futuros médicos, que na busca incessante da cura, esquecem que devem tratar a saúde e não a doença. É uma questão de foco, de consciência.

A AME Associação Médico-Espírita reconhece isto. Segundo sua presidente, dra. Marlene Nobre, ginecologista, a teoria da Relatividade e a Física Quântica estão na base desta nova visão do mundo. A matéria cedeu lugar à energia, o tempo revelou-se variável, o movimento descontínuo, a interconectividade não localizada e a consciência capaz de influir nos eventos, selecionando possibilidades.

E para concluir os trabalhos do Congresso Médico Espírita 2003, o Medinesp, convidou entre outros, o cientista Amit Goswami, PhD em Física. Professor de Física na Universidade de Oregon , onde desenvolve trabalho científico pioneiro sobre a primazia da consciência. Trouxe na mala idéias tão antigas quanto revolucionárias: integrar nosso coração espiritual à nossa mente científica. Para isto ele inclui filosofia oriental, física quântica, e a defesa de um novo comportamento baseado em valores humanos e demonstrando como os princípios da nova ciência podem nos ajudar a despertar nossa criatividade interior, aprofundar nossa espiritualidade e viver como seres realmente livres.

Dr Peter Fenwick, neuropsiquiatra, a maior autoridade clínica da Grã-Bretanha em Experiência de Quase Morte: Estamos vivendo uma época de rápidas mudanças. Está cada vez mais claro que a nossa velha medicina, que enfoca separadamente os órgãos do corpo humano, é apenas parte de um quadro mais amplo, onde a medicina espiritual e a que relaciona corpo e mente são igualmente importantes.

Amit Goswami:
Nós temos uma enorme capacidade de nos curarmos, tornando-nos pessoas mais otimistas, mais positivas.
De alguma forma nós criamos a doença.
Por exemplo o ciúme ou a inveja.
Este sentimento trata-se de uma falsa percepção do sentido.
Interfere nos movimentos do corpo e em sua programação interna, fazendo com que o sistema imunológico seja afetado.
Podemos promover saúde mente/corpo através da criatividade.

Integrando Corpo/Mente

O que é a mente? O que ela pode fazer que o corpo não pode?
Um computador pode substituir nossa mente?
A princípio um computador processa símbolos, não significados.
A mente produz significados dinâmicos: uma régua pode ser usada para medir, para bater na mão de alguém, para quebrar.
A todo instante a mente pode fornecer uma interpretação nova da realidade, o que um computador jamais conseguirá realizar.
E pela vida nossa mente pode nos trazer problemas em função da interpretação equivocada desta realidade.

Não existe significados dinâmicos no corpo físico. O que o corpo vital faz é processar sentimentos. Nós sentimos com o corpo. Quando nos sentimos apaixonados, por exemplo, estamos estimulando a glândula endócrina timus, muito importante para reforçar nossos sistema imunológico.Há um entendimento do meu eu e do que não sou eu. Na visão quântica só existe o verbo: AMAR. O sujeito e o objeto estão implícitos. A experiência existe, mas não existe nenhum eu pessoal que experimenta.

Quando cantamos ou falamos pelas primeira vez em público a garganta se contrae, a pressão e o calor entre nossas sobrancelhas quando nos concentramos, se deve ao movimento condicionado da energia vital, conhecido tambem como CHI, KI e ou Prana. Estes pontos onde nós sentimos estes movimentos são chamados de Chakras, em sanscrito e hoje estão sendo redescobertos por vários cientistas do corpo, tanto no Oriente quanto no Ocidene. O estudo dos Chakras, conduz ao equilíbrio e fornece o caminho da cura para nossa energia vital.

A energia vital percorre nosso corpo através de canais, descritos tanto na medicina chinesa com o nome de meridianos, como na medicina indiana com o nome da Nadis.

Podemos fazer esta ponte entre a Medicina Ocidental e Oriental.

“A nossa velha medicina, que enfoca separadamente os órgãos do corpo humano, é apenas parte de um quadro mais amplo, onde a medicina espiritual e a que relaciona corpo e mente são igualmente importantes.”
Dr Peter Fenwick, neuropsiquiatra inglês

“Amit Goswami é um dos importantes físicos da atualidade e um dos poucos que penetrou fundo na espiritualidade humana.Por isto, mais do que qualquer outro, é capaz de construir a tão desejada ponte entre ciência e religião, que até hoje ainda está em seus primeiros esboços”
Rose Marie Muraro autora de Um Mundo Novo em Gestação, editora Verus.